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terça-feira, 16 de junho de 2015

Qual é o lugar?


E eu que queria ser
tantas coisas...
poucas e boas
tantas outras
perdidas e loucas
dentre muitas
tolas
Grandes e pequenas
talvez apenas
um pouco de tudo
que habita minha mente
e circula em meu corpo
no escopo enigmático
sorriso sarcástico
desejos tênues...
Dentre os bilhões 
de outros tantos
que me habitam
sou de todos um pouco
rastro e reflexo
manisfesto peculiar
uma travessia de
corpos desconexos
figura singular...
Qual é o lugar?
Qual é o lugar?
Onde sou
Eu e só.

Luiz Cabal

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Sobras



Um bandolim, um pandeiro
Meia duzia no botequim
Já é mais que costumeiro
a roda cantada em versos
Boêmios em seu bordejo
Donzelas nos lugarejos
fazendo esbornia em decesso
Um tam tam, um canteiro
meia duzia de mulheres afim
os malandros em serpenteio
o samba que faz um recesso
uma valsa de bêbados
álcool nos olhos vermelhos 
madrugada que vai no excesso
Já se foi quem toca o instrumento
as caixas vazias espalhadas
vestígios de outra madrugada
de uma felicidade forjada 
em goles de esquecimento
de si, de tudo e do resto.


Luiz cabal

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Reverso





Te banalizaram, te ridicularizaram e fazem chacota da sua verdade
não acreditam mais em Ti, fizeram-te DESCARTÁVEL.
Porque tudo que te envolve é bordado no tempo, regado aos dias de cada estação
mas não quiseram mais te esperar... Pra que? Se tudo é tão mais rápido e fácil,
se como num estalar de dedos se tem isso ou essa, ou aquilo ou ele...
se alimentam do próprio vômito, tornaram-se bestiais, vazios, acelerados.
Passam os dias em sua insensatez sem querer dela se desviar...
Porem, em seus recônditos entulhados eles te procuram como se fosse fácil
Gritam, esperneiam, fazem campanhas, picham muros, criam musicas
para tentar suscitar que  ressurja das cinzas como uma fênix 
e salve todos de todos, de tudo, do mundo, deles mesmos...
ou pelo menos os preencha nesse breve clarão de lucidez, 
pois logo se voltam as suas pedras de "craques" de prazeres instantâneos,
cotidianos e viciantes que lhes arrancam tudo 

Pobre de Ti AMOR ...
Pobre de ti!

Se soubessem dar-lhe o real valor, não mais mendigariam-te por ai
como suas frases prontas de morais hipócritas que insistem em exibir
Enquanto isso, em minha lucidez lhe digo ...
" Mais AMOR por favor".

Luiz Cabal

 


domingo, 25 de agosto de 2013

Vontade





Preciosidade
Goteja nas ampulhetas
Saudade que se vai e espalha
Feito cauda de cometa
Esvai-se lentamente ao léu
Clareia De tom azul pastel
Os céus da minha vontade
De ficar para mais um café
Um afago, um cafuné.
Uma bobagem qualquer
Que me prenda aqui
Como um instante congelado
Olhos vidrados e sorriso aberto
Corpos que se apertam
Corações acelerados
Antes de partir
Seja tão somente eterno.


Luiz Cabal


terça-feira, 11 de junho de 2013

Novo


Sopra o fôlego sereno
Que brisa em galhos
Balançantes.
Folhas que saltam
Pássaros cantantes
É um respirar novo, de novo.
Acalma a alma gritante
No instante do toque
Soprante.
Olhos que saltam
Suspiros passantes
É um sentir-se todo, um pouco.
Eleva o corpo fraco
Cansado de dia,
Distante.
Linha que passa
Corrente horizonte
É um começar do pouco, de novo.
Andar, voltar vivendo.
Que brisar em galhos
É balançante.
Vida que passa
Passos errantes

É não parar de novo no todo por tão pouco.

Luiz Cabal

quinta-feira, 7 de março de 2013

Com Estrela


O que vejo alem das lentes
Vem do obscuro imaginário
Aquários vazios com peixes voadores.
 Água de flores no meu universo paralelo, amarelo!
Anil! Céu que balança a calda do cometa
Que seja! Mente febril, insana de cores em colapso, Explosão!
 Vulcão em erupção, borboletas que voam sem asas.
Com vento, tão leve, tão breve como suspiro, perdido ao léu
Do mastro do navio o horizonte, tão longe
Tão linha, tão minha, que esconde
Meu lago de sombras com monstros marinhos
 Mesquinhos, perversos, inverso do que se move
Meu conto nobre, meu mundo sozinho, encantado.
De lápis e pinceis, paredes e papeis
De primarias, secundarias e infinitas.
Rabiscadas, traçadas e esquisitas
Na infinidade que não se contem em mim

Luiz Cabal

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Na caixa de música


Foto: Fauno Mendes



Ela é a explosão, é a força. Expressão!                 
É passos largos em saltos. É giro!
É a correria na incerteza. É coração!
De impulsos certos. É Grito!
Na firmeza dos pulsos os sonhos. Paixão!

Intensa na mente. Razão!
De cores diversas. Imaginação!
De olhos serenos e meigos. Menina!
Sorriso largo, abraço apertado. Fascina!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Para Sempre


Não lhe direi meus votos
não lançarei palavras ao vento
antes, os pintarei em tábuas de carne
em tom rubro intenso os farei pulsar
Ouvirás de dentro para fora
cada uma das minhas palavras

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ouça o que lhe escrevo

_ O que te passas Seu poeta, porque te calas?
_ Ah, os sentidos estão perdidos, é sórdida a ilusão.
_ Mas não são vocês poetas que tudo descrevem e nos mostram o sentido?
_ Menino! Não se engane, somos reles nessa imensidão 
e nada podemos, o mundo já vai tão cedo...
_ Ah! Não te cales Seu poeta, grita em versos aos nossos olhos,
 mostra-nos a saída... Transceda nossas pobres almas ... Acalma-nos!
_ Menino tolo! O que esperas ? Que lhe traga salvação? 
Essa parte não me cabe, não tenho dom de previsão 
e se queres uma saída não e de poetas que precisas.
Precisas mesmo é de Profetas que anunciam a verdade,
verdade Unica que não se acha em qualquer vão,
verdade essa que atravessa alma, espirito, medula e coração.
_ Onde Seu poeta? Onde esta, já que o dizes?
_ Menino, além do manto negro há brilho intenso, 
corre teus olhos ao alto, eleve por si só teu pobre coração, 
voe no silêncio mas deixe em casa a razão,
se queres encontrar o que lhe digo e, achas crédito nos meus escritos...
Feche teus olhos e cala tuas vozes. Acredite...Somente acredite!
Mas antes, deixe os meus versos de canto, leva contigo o livro dos sábios,
ouça o que escreveram os Profetas. Encontrarás o calvário!
O que transcede o tempo e a lógica, esse te mostrará o caminho.
Ele é o próprio caminho! Se o encontrares não o perca, 
é Dele que provem todas as fontes, e que Dele bebe, sacia-se para sempre.
_ E como sabes disse Seu poeta?
_ Menino Tolo ...
... Silêncio...

Luiz Cabal


domingo, 11 de novembro de 2012

3:16



Amei-te de tal maneira que
desenhei em lousa negra
de caminhos infinitos
seres iluminados e
figuras pontilhadas de
brilhos incandescentes

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Desencanto



Cantou pra longe
a lamuria de viver
não há abrigo
para os cansados
Voou ao deserto
e quis morrer só

domingo, 4 de novembro de 2012

Mortais



Reles mortais que somos
Insignificantes nesse universo
Achamo-nos deuses
mas não governamos 
o nosso próprio secreto
Despertos, dispersos, fáceis
Em nossas caixas está escrito
Frágeis! Miseráveis! Arrogantes.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tempo de Amoras


Naquela noite os céus eram laranjas
e eram eles de tambores embalados
Eram os "bons ventos" da nova estação
de dançar conforme a música
tão antiga mas peculiar
de se receber do mestre

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Engano



E pensar que era um badalar de coração...
Ledo engano!
O riso se desmancha com o vento
Alento se desfaz assim fugaz
Perdido no mais
Melhor não ter sido...

Flores



Faz me chorar minhas pétalas
Quando sopras teus ventos gélidos
Esmorece-me o corpo frágil
Escorre-me no intimo o orvalho

sábado, 25 de agosto de 2012

Escreve!



Escreve ai o que sinto
São dores como as de parto
Mesmo não sendo eu mulher
 Meu estado letárgico
É fruto do absinto
Veja como quiser
Insisto

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Não volta


O tempo, este!
É qualquer um
As telas são diversas
O Cronos não se limita
A esperar na estação
Expresso serpenteia
Nos recônditos ocultos

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Melódica tristeza




Por que te escondes?
Pra onde foges dos meus olhos?
Noite fria que assombra
dispersa o pobre canto

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Deixar



Ela me disse: tempo!
Como se para a febre
Dos meus sentimentos
Esse fosse o remédio
Para aliviar o mal estar

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