(texto da minha amiga)
Luto incessantemente contra uma simples ação, um pequeno, natural e necessário movimento: fechar os olhos. Algo em mim clama por isso, parte de mim tenta reter. Cara ou coroa? A minha consciência é clara, é plena, sabe que é melhor evitar. É perigoso! Por vezes, ela vence... Porém, o muito desejar, o sonhar que divaga adormecido, mas que pulsa forte, dilacerante, dribla a minha razão e ganha a batalha. Trapaça! Sou vencida, contudo, acho o sabor agradável, doce. É sublime. Num canto perdido e obscuro por dentro, torcia por isso: o instante da entrega. Não posso, não quero impedir... Fechar os olhos, enfim. O passaporte para um universo novo, paralelo, composto por hologramas mentirosos e flutuantes, virtuais. Imaginação! Criação! Viagem?! Piração? Devaneios...