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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sem Mim



Podia-se ver cada lágrima
Que os céus derramavam.
Nas janelas embaçadas,
Somente os suspiros.

As flores estavam em luto,
Silenciosas sem desabrochar.
Pássaros enfileirados em galhos
Assobiavam a marcha fúnebre.

O vento em desespero se debatia
Contra casas, árvores, contra tudo.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Encontro



Horizonte cinza, embaçado, estranho!
Fico a olhar você, chegando ao longe,
Devagar, devagar, em passos lentos.
Talvez ao ritmo dos ventos,
Que sopram sem parar.

Posso sentir o seu perfume,
Que entranha em minhas narinas:

domingo, 2 de janeiro de 2011

O Náufrago no Estábulo



          Os Náufragos no estábulo são os pobres em espírito que se sentem perdidos no cosmo, à deriva em mar a berto, agarrando-se com punhos de vida ou morte a uma prancha solitária. Finalmente são levados para praia pela correnteza e se dirigem para o estábulo, desnudados do velho espírito de possessividade em relação a qualquer coisa. Os náufragos acham não apenas descabidos, mas totalmente absurdo ficar preso a

domingo, 12 de dezembro de 2010

1 2 3 e um salto


A bailarina roda, roda, roda... Faz movimentos engraçados, parece ser feita de mola, e como se voasse sem sair do chão, fazer nascer sorrisos e chover lagrimas, 1,2,3 e um salto, ela não perde o compasso nem quando vai ao chão, ritmado são seus passos junto com as batidas de seu coração; intensos, profundos, bombeiam vida e expressão, por suas artérias clássicas, contemporâneas e modernas...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Meu Só


(texto da minha amiga)


     Luto incessantemente contra uma simples ação, um pequeno, natural e necessário movimento: fechar os olhos. Algo em mim clama por isso, parte de mim tenta reter. Cara ou coroa? A minha consciência é clara, é plena, sabe que é melhor evitar. É perigoso! Por vezes, ela vence... Porém, o muito desejar, o sonhar que divaga adormecido, mas que pulsa forte, dilacerante, dribla a minha razão e ganha a batalha. Trapaça! Sou vencida, contudo, acho o sabor agradável, doce. É sublime. Num canto perdido e obscuro por dentro, torcia por isso: o instante da entrega. Não posso, não quero impedir... Fechar os olhos, enfim. O passaporte para um universo novo, paralelo, composto por hologramas mentirosos e flutuantes, virtuais. Imaginação! Criação! Viagem?! Piração? Devaneios...

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