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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Insanas




As princesas abraçaram a prostituição
Lançaram-se da torre ao mar de ilusão
Caíram feito pedras. Insensibilidade!
Perderam a majestade! Ouro de Tolo!
Apressaram seus passos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Aquieta-te !



Por que te apressas
A dar passos largos
E alcançar com fadiga
O que já lhe pertence?
A ânsia que consome
O saudável pensamento
Traz um amargo gosto
De desgosto aos desejos

Aquieta-te!

Ritma os teus passos
Ao teu próprio tempo
Não corra atrás do vento
Basta não ficar parado
Quem muito corre pela vida
Feito louco desvairado
Nada vê além de si
Nada vê além do fim
Não vê os céus floridos
Nem os jardins estrelados
Passa seriamente despercebido
Pela tão cheia vida de detalhes

Luiz Cabal



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

De volta ao pó





Ergue os braços ao mais alto que se pode
Um pouco mais e quase se pode tocar os céus
As lágrimas emergem das profundezas ocultas
E escorrem pelo rosto como rios levando a dor

Desfalece a alma profundamente em gemidos
Soluços e gritos inaudíveis ecoam pelo universo

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Destempo


É abstrato que corre sem parar
Tem relógios, cordas e ponteiros
Para lembrar ao descanso
A hora de acordar

Atrasos sempre ocorrem
E a espera faz parte da viagem

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Sonho

Fecho os olhos
E corro ao seu encontro
Aqui tudo é possível
Posso ir a cavalo
Ou talvez de foguete
O meu desejo dita o ritmo
Na minha pressa de você

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