Assim vagava a bailarina sobre a ponta de seus pés, pálida e vazia; olhar sombrio e maquiagem gótica, trancafiada no calabouço da solidão. Perdida em si mesma, desorientada e sem rumo, perambula pelas ruas como se fossem palcos, colhendo os aplausos do silêncio, a alegria dos bancos vazios...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Convite a Liberdade
Ali estava eu somente eu e o abismo
Olhava e nada via a não ser o negrume
Da profundeza insondável vista do cimo
Tão perto da morte como vislumbre
O manto negro pontilhando me cobria
O vento gélido nas sombras uivava
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Sem Mim
Podia-se ver cada lágrima
Que os céus derramavam.
Nas janelas embaçadas,
Somente os suspiros.
As flores estavam em luto,
Silenciosas sem desabrochar.
Pássaros enfileirados em galhos
Assobiavam a marcha fúnebre.
O vento em desespero se debatia
Contra casas, árvores, contra tudo.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Encontro
Horizonte cinza, embaçado, estranho!
Fico a olhar você, chegando ao longe,
Devagar, devagar, em passos lentos.
Talvez ao ritmo dos ventos,
Que sopram sem parar.
Posso sentir o seu perfume,
Que entranha em minhas narinas:
domingo, 2 de janeiro de 2011
O Náufrago no Estábulo
Os Náufragos no estábulo são os pobres em espírito que se sentem perdidos no cosmo, à deriva em mar a berto, agarrando-se com punhos de vida ou morte a uma prancha solitária. Finalmente são levados para praia pela correnteza e se dirigem para o estábulo, desnudados do velho espírito de possessividade em relação a qualquer coisa. Os náufragos acham não apenas descabidos, mas totalmente absurdo ficar preso a
Assinar:
Postagens (Atom)




